Taiobeiras e Região, artigo 1, 24 de março de 2018; Taiocity.
Taiobeiras e a origem esquecida
Toda cidade possui uma história para contar, algumas mais que as outras, mas basicamente, por trás de cada nome também há uma história para contar, algumas maiores que outras, no entanto, a origem do nome Taiobeiras continua confusa e se é que alguém sabe contar para nós!
Como é de se esperar Taiobeiras vêm de Taioba, planta nativa da região(?) que deu origem ao nome oficial da cidade, diz a lenda que foi deixada a pedido de Juscelino Kubitschek, governador de Minas Gerais na época, bem, lendas e histórias a parte, o que interessa ou melhor, o que preocupa é que este símbolo da cidade de Taiobeiras nem que se quer é valorizado, estudado, incentivado. Ele está presente na bandeira de Taiobeiras sinalizando que é uma característica singular da cidade em relação ao mundo todo, porém, a figura da Taioba, sua representatividade local é tão pouco incentivada que melhor seria dizer que “diz a lenda que haviam taiobeiras (plantações) próximo onde hoje é a cidade homônima” ao invés de afirmar categoricamente. Vamos lá:
Se Taiobeiras quer ser lembrada pelos visitantes então ela deve buscar valorizar suas raízes e suas histórias, através de, entre outras coisas, de seus símbolos. A pergunta é: Quais os símbolos culturais de Taiobeiras? A resposta é: em primeiro lugar a taioba, pois deu origem ao nome da cidade, em segundo lugar o pequi, pois foi onde começou a cidade (num pequizeiro), em terceiro lugar o Santo Cruzeiro dos Martírios construído por causa da seca, em quarto lugar a própria seca (estiagem), pois foi ela uma das responsáveis pelo nascimento e crescimento da cidade, em quinto lugar está a família dos fundadores que mudaram para o fim do mundo e ninguém sabe explicar o porquê? Vendo isso, são apenas alguns dos símbolos mais marcantes da origem da cidade, mas que ainda estão presentes na vida da cidade hoje. Agora quantos desses símbolos são realmente trabalhados no campo da educação, cultura, arte, lazer, e sociabilidade identitária? Nenhuma! A falar apenas da taioba, você nem se quer vai encontrar uma taioba ao andar pela cidade, nem nas praças, calçadas, locais públicos e etc. Não vai encontrar de modo fácil na feira, nem receitas, nem incentivos ao seu consumo, para não achar que estou sendo fanático, a vizinha Salinas é conhecida como “capital mundial da cachaça” e essa visão é incentiva não só pelos moradores mas pelos visitantes PRINCIPALMENTE, por onde vou sempre lembram de Salinas. São João do Paraíso como capital do doce de marmelo, essa figura é incentivada, Rio Pardo de Minas como capital do Polvilho e essa visão é incentivada, mas e a Taioba? Bem, a Taioba é considerada um dos alimentos mais nutritivos do mundo e é cada vez mais valorizada como tal, não só para cabelos, pele e olhos (um dos alimentos mais ricos em vitamina A, superior ao tomate, palma, cenoura e outros, confira aqui os benefícios da vitamina http://www.mundoboaforma.com.br/10-beneficios-da-vitamina-a-para-que-serve-e-fontes/ ), em um mundo que busca cada vez mais alimentos orgânicos e nutritivos para elevar a qualidade de vida, (confira a nutrição e benefícios aqui http://guiasaudavel.com/taioba/ e aqui http://www.tabelanutricional.com.br/taioba-crua faz se necessário incentivar seu consumo e sua cultura, Taiobeiras como sendo cidade símbolo dessa cultura deveria dar o exemplo, mas é a primeira a se esquecer desse alimento-símbolo de sua própria existência, seria insignificante ser chamada de “capital da Taioba”? Estranho mesmo é ter que responde para os curiosos que você não vai encontrar taioba tão facilmente na cidade que ganha o nome de “terra de Taioba ou Plantação de Taioba”. Toda cidade que possui um símbolo mais significativo ou palpável sobrevaloriza aquilo para elevar a cidade é o caso do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, da cachaça em Salinas, do polvilho em Rio Pardo de Minas, Taioba para Taiobeiras é não menos que uma obrigação.
Pois, então, valorizar a figura da Taioba em Taiobeiras é valorizar a história, origem e cultura local, além de despertar a singularidade da localidade e fazê-la crescer sobre este “mito”. Fazer alguns jardins de taioba nas entradas da cidade e nas praças da cidade já seria um começo, fazer um museu local com o nome de Taioba ou derivado já seria outro passo dado... Poderíamos pensar também num evento com tal nome, numa feira anual local, a presença do alimento na merenda escolar devido à sua nutrição espetacular, um monumento significativo como novo cartão postal da cidade já seria um outro nível de evolução do simbolismo, ..., enfim são infinitas possibilidade que dariam um “up grade” à Cidade de Taiobeiras que está carente de identidade própria! O mais importante é dar o primeiro passo para só depois seguir os próximos, com a identificação desse símbolo e de sua captação, absorção pela população local com o tempo ela mesma é quem fará o trabalho de divulgar e preservar esse símbolo vivo que é a taioba para a região.
Você concorda comigo? Acha que a figura da Taioba realmente não é valorizada e incentivada em Taiobeiras? Acha isso uma grande bobagem ou acha que pode ser importante para a identidade local? Deixe seu comentário.










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