Mal de toda ou quase toda cidade pequena é isto: O domínio dos coronéis políticos. Como se não bastasse as dificuldades que toda cidade pequena enfrenta (falta de recursos, falta de emprego, falta de qualificação profissional, poucas opções de concorrência e credibilidade, etc.), elas também precisam enfrentar os seus coronéis perpétuos. São prefeitos e ex-prefeitos, vereadores e ex-vereadores, secretários municipais e igualmente os seus ex, além dos agregados. É uma velha classe política que adapta a INEFICIÊNCIA DO ESTADO tanto na União e estados, quanto nos municípios. Taiobeiras não podia ser diferente.
"após as eleições imediatamente volta-se as mesmas formas de fazer política"
Quem vive em cidade pequena já está acostumado com a política e geralmente não vê perspectiva de mudança, é sempre a mesma coisa, toda eleição é a velha classe política de situação e oposição vindo dizer: “Vamos fazer a mudança, vamos construir uma nova cidade com mais educação, saúde, segurança, transporte, lazer, cultura e etc.!”. Mas, será que estas pessoas sabem realmente quais são as reais necessidades de seu povo, suas angústias, seus apelos, suas dores, seus sonhos, seus projetos, carismas, vocação, vontade e esperança? É muito pouco provável que sim. Já que, após as eleições imediatamente volta-se as mesmas formas de fazer política; é a nomeação de pessoas incompetentes ou meramente políticas para administrar uma pasta, um órgão, um departamento e diretoria. É a pujança de cargos políticos que sucumbe o pequeno orçamento do município. Vale lembrar que menos de 10% dos recursos tributários arrecadados pelo país vão parar diretamente nos cofres municipais, o resto é história: são prefeitos agarrando o colarinho de deputados implorando por emendas, é a humilhação em busca de recursos do governo estadual e torcer para que a União enxergue a grande necessidade de uma pequena cidade e repasse uma migalha só para dizer que se lembrou dela.
"a população é obrigada a escolher A=B ou escolher B=A, com ‘sorte’ poderá escolher C=A+B"
Taiobeiras, assim como as demais de seu porte, sofre intensamente com a falta de verbas, recursos e logística. Mas, sofre principalmente com a velha classe política que domina os espaços públicos com a chamada politicagem dos coronéis. A expressão politicagem dos coronéis é facilmente explicada devido ao fato de que se na União e nos estados federados a democracia é uma demagogia perpendicular, nos municípios a situação que deveria ser melhor, é muito pior. Pior, porquê, a população é obrigada a escolher A=B ou escolher B=A, com ‘sorte’ poderá escolher C=A+B, ou seja, não há mudança, não há democracia e sim oligarquia de opções que se perpetuam pelas gerações. Quem não conhece um vereador que vive na Câmara municipal, trabalhando e servindo ao povo, não, sugando o salário altíssimo e fazendo carreira, sim. Ou quem não conhece um prefeito que fica 8 anos no cargo e depois sede o lugar para um sucessor da sua laia e depois volta a se “eleger” utilizando uma velha tática que infelizmente dá muito certo, até hoje, o populismo, a grande arte de com a língua dominar as massas populares fragilizadas pelos velhos problemas que estes mesmos coronéis não atacam, mas lembram sempre nos comícios e reuniões fazendo crer a população que, sem opções, deposita sua esperança de uma nova política com a velha. É como reciclar água de esgoto, pode parecer nova água, no entanto, o que entra no cano é velho e sabido.
Os coronéis elegem quem eles escolhem, perde, quem enfrenta o sistema.
A velha classe política é sempre a mesma, ainda que, com rostos novos. Eles são sucessores de um mesmo sistema de perpetuação e classificação que não abre espaço para o novo, para a inovação, para as ideias abarcantes e sintetizantes. Sufocam os que tentam ajudar, atacam os que se dispõem, dominam os inexperientes, exaustam os entusiastas. Dessa forma, eles propagam o coronelismo na política, são os verdadeiros donos do poder público. Os coronéis elegem quem eles escolhem, perde, quem enfrenta o sistema.
a caridade exige que se tenha paciência até mesmo com aqueles que dão cara a tapa, pois não é para qualquer um se dispor a fazer o que não sabe.
Taiobeiras ainda sofrerá as consequências de uma velha política ineficiente e populista. Porém, a caridade exige que se tenha paciência até mesmo com aqueles que dão cara a tapa, pois não é para qualquer um se dispor a fazer o que não sabe. Mas, não é tolerável que o povo erre de novo na sua conduta, condenando-se a mais 4 anos de inércia. O mundo gira, a cidade tem que rodar.




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