A grande dependência dos pequenos municípios e Taiobeiras neste contexto, parte 3- 'Separando as vírgulas' dos dados apresentados
Série: Pequenas cidades, Grandes negócios
Parte 3- Separando as vírgulas dos dados apresentados
Quanto mais rica uma cidade, menor é a dependência dela em relação ás outras. Isto, pois, como falado anteriormente, as grandes cidades apresentam concentração de consumidores e contribuintes, trabalhadores e empresários, empresas e comércios, negócios e transações financeiras. Por sua vez, reflete-se em mais recursos em circulação nessas cidades.
Nenhuma cidade, por mais desenvolvida que seja, é totalmente independente de outra(s), pois, pela própria natureza das cidades ricas e desenvolvidas no período contemporâneo, e em especial das metrópoles como São Paulo, apresentam dependência de segurança alimentar (entre inúmeras outras coisas), pois não há espaço para produzir alimentos, e ainda que possua, dificilmente não terá necessidade de outros produtos/serviços advindos de outras cidades. Brasília, por exemplo, embora rica e com muito espaço, é diretamente dependente dos impostos cobrados no Brasil inteiro, assim como todas as cidades brasileiras dependem dela, pois grande parte dos recursos (em torno de 60%) vêm dela, apenas para citar um pequeno exemplo.
Por outro lado, há cidades/regiões que são muito isoladas, tanto de outras, quanto até de povoações menores. Essas cidades apresentam um índice de pobreza muitas vezes enorme; desemprego, fome, ausência ou péssima qualidade de sinais de telefone, internet, televisão, rádio e outros, sem energia elétrica, sem água potável como nas diversas cidades da Amazônia Brasileira. [2]
No Brasil, todas as cidades possuem algum grau de dependência de outra, seja para o suprimento ou complemento de determinado produto e/ou serviço, seja por demanda de mão de obra, espaço e moradia, etc.
Portanto, nenhuma cidade é totalmente independente de outras, assim como não há uma cidade que seja realmente desenvolvida e esteja isolada completamente do “mundo externo”. O fenômeno da globalização permitiu a troca de conhecimentos e tecnologias do mundo todo com o mundo todo, e é justamente nos locais de maior isolamento, onde há menor índice de desenvolvimento humano (IDH), porém, é claro que, há diversos fatores para isso e não a globalização por si só basta para o progresso, há a necessidade de uma política e organização civil fortemente equilibrada e sustentada para promover o autodesenvolvimento. Neste sentido, é preciso reconhecer quais fatores levam o desenvolvimento para uma região, quais problemas existem e como devem ser sanados, a identificação dos problemas é apenas uma pequena parte do que precisa ser resolvido.
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